Diversidade de vitrine
A diversidade virou estratégia de marketing. Hoje, qualquer obra audiovisual que queira parecer contemporânea insere personagens que representam minorias raciais, sexuais ou de gênero. Porém, essa presença raramente vem acompanhada de substância, complexidade ou protagonismo real. No lugar de narrativas transformadoras, o que se vê é uma vitrine identitária vazia, recheada de personagens definidos exclusivamente por sua identidade — “o gay”, “a trans”, “a negra” — como se isso bastasse para cham...